Na sequência da reestruturação do sistema educacional, tem-se assistido, ao longo da última década em Inglaterra, a um aumento crescente do stress entre os professores. Esta reestruturação tem-se baseado no discurso do desempenho, entrando em conflito com os valores humanísticos que estão no centro da identidade pessoal de muitos professores. Tem havido uma perda de confiança no profissionalismo dos professores, o que desafiou a sua segurança ontológica. Dentro das escolas, as identidades passaram a ser ameaçadas pelos directores da escola. Como resposta, os professores usam três fontes de poder: o eu, os outros e o grupo. Fazem também ajustamentos nas suas carreiras. Como resultado, os indivíduos recuperam, mas o sistema sofre. O stress não é um resultado inevitável da reestruturação, como pode ser evidenciado pela comparação entre uma escola com baixo nível de stress e uma escola com alto nível de stress. Nem é o método particular de reestruturação a única opção disponível. O artigo conclui com um modelo alternativo, baseado numa visão do stress como construção social, e não como uma condição patológica.
Palavras-chave: Stress dos professores; Identidade profissional; Segurança ontológica.